Oi, Lembra de mim? Eu existo. Lembra de quando eu era uma grande amiga sua? De quando eu te dava “conselhos”, “escolhas” e arrependimentos? Lembra, das vezes que eu te pedi pra ir, mas você ficou? Lembra do tempo que eu te aconchegava, que eu não era tão ruim, que eu não te machucava, que eu só te fazia sorrir, te fazia sentir aquele friozinho na barriga. Te fazia pensar coisas loucas ou retóricas. De certas ocasiões que eu falava mais alto, e você escutava, no mesmo tom. De quando você ainda não me resistia. Do que eu provava. Do que eu te mostrava. Lembra? Apesar de eu ter te feito chorar, sofrer; de eu ter feito uma bagunça no seu aconchego. Mas é que eu moro em vocês. Infelizmente. E não te dei o direito de me esquecer assim. Não tenho culpa se eu chego e faço você dizer:
-Não, fica mais. Mais um pouco.
Não é da minha conta, se quando você se sente sozinha no terminar da noite e me abraça. Não é do meu saber, se quando eu te digo o errado você faz o errado.
Desculpa se eu te fiz uma loucura. Se eu não prestei. Mas sei que você me quer de volta.
Afinal, quem não sente falta da saudade?
— “Da Senhora Nostalgia”-(Sub-traindo)
(Source: sub-traindo)


